Estado de Alagoas

Ir para o conteúdo. | Ir para a navegação

» Página Inicial Sala de Imprensa Notícias 2010 05 Irmãos presos são acusados de crimes em AL e BA
23/05/2010 - 13h55m

Irmãos presos são acusados de crimes em AL e BA

Delegado revela detalhes das prisões; Genival responde por pelo menos três assassinatos. Os irmãos Gesival Cardoso de Oliveira, 45 anos, o “Galego Alagoano”, e Gerson Cardoso de Oliveira, presos na manhã desta terça-feira (11), no município de Satuba, são acusados de crimes de homicídio na Bahia e também em Alagoas. Os dois são irmãos do cantor de forró Geraldo Cardoso.

Irmãos presos são acusados de crimes em AL e BA

Delegado Gustavo Pires e o Chefe de serviço Oswaldo Bitencourt, e em detalhe a arma e munições apreendidas

ASCOM PC - Por Jaime Feitosa

A prisão foi feita por agentes da delegacia do 10º Distrito da Capital, comandados pelo delegado Gustavo Pires de Carvalho, em um posto de gasolina naquela cidade, depois que a polícia recebeu denúncia anônima de que os irmãos estariam em Alagoas fazendo negócios de compra e venda de gado.

Gesival estava com um revólver, calibre 38, e cinco munições quando foi localizado pelos policiais civis, e será autuado por porte ilegal de arma.

Os policiais cumpriram mandado expedido pelo juiz da Comarca de Cândido Sales, na Bahia, Leonardo Maciel Andrade, onde Gesival responde a seis inquéritos, pelo menos dois deles por homicídios.

O delegado Gustavo Pires informou que existe outro inquérito contra o acusado, instaurado em Alagoas, também por assassinato. “Estamos realizando todos os levantamentos sobre as atividades criminosas dos irmãos para definir se eles serão levados para a Bahia ou permanecerão em Alagoas”, acrescentou.

Pai assassinado

Em 1989, os irmãos Cardoso tiveram o pai – fazendeiro José Cardoso de Albuquerque – assassinado no município de Palmeira dos Índios. O crime foi atribuído a um suposto grupo de extermínio então liderado pelo delegado Ricardo Lessa

Somente em novembro de 2008, um dos acusados de participação no crime - o ex-soldado PM Manoel Bernardo de Lima Filho, 45 anos, foi preso no Estado de São Paulo e trazido para Alagoas.

Lima Filho foi preso, após um minucioso trabalho do Serviço de Inteligência da Defesa Social, e que contou, no momento da prisão, com o apoio do Departamento de Polícia Federal.

Na capital paulista, onde trabalhava em um posto de saúde, ele usava o nome de Valderon Pereira da Costa e residia no bairro do Jardim Robru, onde foi encontrado e detido pela polícia.

As investigações para localizá-lo, foram desencadeadas após o episódio do sequestro de Eloá Pimentel, em Santo André, no ABC paulista, e que acabou descobrindo o ex-cabo PM Everaldo Pereira dos Santos, pai da jovem, com quem o ex-soldado Lima Filho tinha ligações.

O ex-militar responde por outros crimes ocorridos nas décadas de 80 e 90, em Alagoas. Mas, o de maior repercussão vitimou o fazendeiro José Cardoso de Albuquerque, pai do cantor de forró Geraldo Cardoso, em Palmeira dos Índios.

Além de Lima Filho, também teriam participado do assassinato o delegado Ricardo Lessa, seu motorista Antenor Carlota (mortos três anos depois, em Maceió), e o sargento PM José Belaildo dos Santos, conhecido por “Belaildo”. O crime teria sido praticado a mando do político de Quebrangulo, Frederico Maia Filho, conhecido por “Mainha”.

De acordo com os levantamentos da polícia, Lima Filho pertencia a um grupo de extermínio liderado pelo falecido delegado Ricardo Lessa, que, na época, seria rival do grupo da “gangue fardada”, comandada pelo então tenente-coronel Manoel Francisco Cavalcante, atualmente recolhido ao presídio Baldomero Cavalcante. 

Ações do documento