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Programa Comunitário Jovens Atletas será lançado em outubro

Projeto coordenado pela Secretaria de Estado de Defesa Social oferecerá a jovens do Clima Bom, de 15 a 24 anos, objetivo é retirar jovens da ociosidade e reduzir criminalidade

Programa Comunitário Jovens Atletas será lançado em outubro

Convidados lotaram auditório durante lançamento do Programa Comunitário Jovens Atletas

Agência Alagoas

Pelo menos 280 jovens do bairro de Clima Bom, entre 15 e 24 anos, devem participar, a partir de outubro, do Programa Comunitário Jovens Atletas. Para finalizar o projeto piloto, o secretário Paulo Rubim e o coordenador estadual de Polícia Comunitária da Secretaria de Estado da Defesa Social, major Fernando Pacheco, reuniram-se nesta segunda-feira (11), no auditório da instituição, com representantes de secretarias do Estado e do Município, de ONGs, universidades, lideranças comunitárias e da Caixa Econômica Federal com a finalidade também de atrair parceiros para aderirem ao projeto. De acordo com o major Pacheco outros bairros serão contemplados — depois que o programa ganhar solidez — a exemplo do Jacintinho e Trapiche da Barra.

Os critérios de escolha das comunidades obedecem a maior vulnerabilidade desse público à criminalidade, segundo dados estatísticos levantados pela Secretaria de Defesa Social. “O objetivo é diminuir a criminalidade, tirando os jovens da ociosidade e conseqüentemente das drogas, que provocam a troca de fuso horário, levando-os a dormir pelo dia e ficar acordados à noite”, destacou o major Pacheco. Segundo ele, o Estado se inspirou no programa Esporte à Meia Noite, do Distrito Federal, do qual participou de reuniões. “Observei que os resultados são positivos e Alagoas é carente destas iniciativas. Somos porta de entrada para a filosofia da Polícia Comunitária, que visa aproximar órgãos de segurança da comunidade”, reforçou o major, lembrando que antes do lançamento do projeto a coordenadoria fará trabalho de mobilização no bairro.

De acordo com ele, a criação do projeto, que se propõe a se tornar permanente, é o primeiro passo para quebra de paradigmas de uma polícia distante da comunidade em que atua. O secretário de Defesa , Paulo Rubim, acrescentou que o governo federal tem repassado recursos para os estados que investem em ações de Polícia Comunitária. Segundo Rubim, o governo federal está priorizando projetos que beneficiem as comunidades e já substituiu o termo polícia comunitária por de aproximação. “O governo não vai repassar nenhuma verba que não seja para projetos nessa área. Nos locais onde o Estado se aproximou da comunidade o resultado na segurança pública é mais efetivo que a polícia de repressão”, destacou.

Segundo o major Pacheco, o governo federal está apoiando as ações nessa área, desenvolvidas pela Defesa Social de Alagoas, e já disponibilizou recursos para alguns projetos do Estado, focados na aproximação de todos os órgãos de segurança pública na comunidade. “Acredito nesta política, pois só tiro e presídio não resolverão a questão da segurança pública. O governador Teotonio Vilela tem dito que não medirá esforços no sentido de viabilizar que a polícia possa ouvir e buscar alternativas junto às comunidades”, disse Rubim.

Ele lembrou que 17 secretários de Defesa Social, dos 27 estados da Federação, são delegados e, por essa razão, podem mudar os projetos do Brasil acerca de Segurança Pública, uma vez que são maioria e estão desvinculados de política partidária. “Cada centavo que recebermos do governo federal será aplicado com transparência na Polícia Comunitária”, concluiu.
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